Um robô de sucata que aprende a amar a família que o construiu por acidente
No coração da história há um robô de sucata, sem braços, que aprende a amar a família que o construiu por acidente. Mas a história dele começa numa guerra: em julho de 1932, um menino atravessa um túnel em chamas apertando contra o peito um livro que ninguém pode abrir. Sessenta e sete anos depois, outro menino o abre — e, sem querer, dá vida ao Byte.
É uma aventura sobre crianças que descobrem, juntas, algo que os adultos ao redor esqueceram: que ninguém salva nada sozinho. Foi escrita para o leitor de 11 a 14 anos, mas pensada para a família — o tipo de livro que a criança devora e o adulto relê.
Uma aventura de turma
Ninguém salva nada sozinho.
1999. Uma família falida, um laboratório lacrado e um segredo caçado há gerações.
Em 1999, a crise arrasta a família falida de Percival, quinze anos, de São Paulo para o casarão do avô — um inventor recluso que a cidadezinha de Cruzeiro chamava de "o velho maluco". Atrás de uma porta lacrada havia décadas, Percival encontra o laboratório que o avô fechou em vida, e dentro dele um livro de capa de couro cheio de máquinas impossíveis. Tentando salvar a família com as próprias mãos, ele liga, sem querer, o Byte: um robô montado com sucata e movido pelo velho disco rígido do avô, sem braços, com uma antena que vai aprendendo a usar para abraçar.
Mas Percival não é o único atrás do segredo. Uma sociedade secreta caça há gerações o Grande Livro das Invenções, e a posse de Byte coloca a família inteira na mira. Para protegê-lo, Percival e uma turma de crianças precisam desenterrar a história enterrada da própria cidade — a Revolução Constitucionalista de 1932, o Túnel da Mantiqueira ainda marcado de balas, uma guerra brasileira que o país quase esqueceu — e descobrir, no caminho, que a invenção mais poderosa do mundo é a única que ninguém constrói sozinho.
Não fala uma palavra. Comunica-se por luz, som e movimento.
Byte é feito de lata e sucata. Não tem braços — no lugar deles, cabos soltos que não pegam em nada. Tem uma antena que ele aprende a usar para abraçar, luzes no peito que mudam de cor conforme o que sente, e, no lugar do coração, o velho disco rígido do avô inventor.
É um personagem desenhado para sair da página — para a capa, a pelúcia, a papelaria e a tela. Um ativo de catálogo de fundo, que vende por anos, não só no pico do lançamento.
A perseguição
Uma sociedade secreta caça o livro há gerações.
Uma turma para o leitor escolher como família
Nove personagens, cada um carregando uma parte da história. A turma tem a cara do Brasil — e, no centro de tudo, um robô de sucata que ainda vai aprender o que é proteger alguém.
Livro e longa-metragem, o mesmo universo
Byte e o Grande Livro das Invenções nasce no universo do longa-metragem O Fantástico Laboratório do Jovem Percival, em produção.
O livro leva o nome do robô; o filme, o do menino. Mesma história, dois pontos de entrada que se reforçam. O livro chega com um evento de lançamento já em construção — e se sustenta inteiramente sozinho.
1932 e Cruzeiro: uma guerra brasileira que o país quase esqueceu
A aventura se apoia em fatos reais. A Revolução Constitucionalista de 1932 — São Paulo contra o governo federal, brasileiro contra brasileiro — atravessa o livro pelo Vale do Paraíba e pelo Túnel da Mantiqueira, que ainda guarda marcas de bala. A cidade de Cruzeiro/SP, onde a trama se ancora, é hoje, oficialmente, a Capital Nacional da Revolução Constitucionalista de 1932 (Lei federal nº 14.841/2024).
É um pano de fundo que a ficção juvenil brasileira quase nunca toca — e que abre, na escola, uma ponte natural entre história e literatura.
1932 · o que a cidade esqueceu
Para protegê-lo, era preciso desenterrar a história da própria cidade.
A turma tem a cara do Brasil
Maria e Lucas, irmãos negros, não estão na história para enfeitar nem para ilustrar dor: estão no centro da virada que a fecha. São personagens com competência, vontade própria e lugar na trama — dignidade, não estereótipo.
Um universo visual já desenhado
Arte conceitual do longa do mesmo universo — a atmosfera do interior paulista, dos anos 90 e da aventura que o livro narra. Clique para ampliar.
Raphael Martinez
Limpos e consolidados em uma só pessoa
Raphael Martinez é autor do livro e titular único de toda a propriedade intelectual — e, no audiovisual, sócio e diretor da produtora do filme.
A obra está concluída, revisada e disponível para leitura
Ficha rápida
| Título | Byte e o Grande Livro das Invenções |
|---|---|
| Autor | Raphael Martinez |
| Gênero | Aventura infantojuvenil / juvenil |
| Leitor | 11 a 14 anos (6º ao 9º ano); leitura em família |
| Extensão | ~71.000 palavras |
| Situação | Concluído e revisado |
| Comparáveis | O Robô Selvagem, Wonder, a linhagem Os Karas (Pedro Bandeira) |
| Diferenciais | Universo com filme em produção · personagem para licenciamento (Byte) · pano de fundo histórico inédito (1932) |
| Direitos | Livres; titular único |
Um ângulo de pauta pronto
Ângulo
Um cineasta do Capão Redondo, que dirigiu a Vila Sésamo no Brasil entre 2021 e 2023 e foi selecionado para o SXSW com a palestra Talent Has No Zip Code, estreia na ficção literária com uma aventura ambientada na Guerra de 1932 e um robô de sucata chamado Byte — a mesma história que também vira longa-metragem. A tese da palestra e a do livro são a mesma: talento não tem CEP.
Materiais de imprensa (fotos em alta, sinopse, bio) — sob solicitação.
Byte e o Grande Livro das Invenções
A invenção mais poderosa do mundo é a única que ninguém constrói sozinho.